segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Dialético, eu ?


Sou e não sou
Sou assim, mas também não
Vivo a cada momento
Com antagonismo em meu peito.

Eu ?
Não sei quem sou
Apenas existo e caminho
Se mostrares que fui importante
Não estarei mais aqui

O tempo dirá o que fui
Mas continuo sendo aquilo que não conheço
Amo e não sou amado,
Vivo e sou morto pelo mundo louco

Ando e desando
Homem e Mulher
Serei pra sempre fruto
De dois opostos ...

Opostos que se anulam
Amor que não morre
Anulação que gera vida
Amor que gera morte e

Coração que pulsa e pára
Em frações de segundos
Este sou eu ?

2 comentários:

  1. Lindo, profundo e muito reflexivo! Um professor de Filosofia teria fartura de material para trabalhar. Não tinha conhecimento de seu lado poético. Estás de parabéns, seus textos são muito bons, nos remetem a questionamentos interessantes sobre nós mesmos. Sucesso!

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  2. Ah, a anônima do comentário chama-se Elizângela Ataíde. Beijos.

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Que seja doce ...